segunda-feira, 30 de abril de 2007

REGISTRO (foto de Paulo Madeira)


Adoro brincar com a saliva depois do sexo,

Traz sabores indescritíveis,

Como um restaurante japonês,

Onde jogo os palitos fora

E como com as mãos,

Numa insensatez.

O gosto de teu sêmen na lingua

Me diz que ainda posso sonhar,

Pois o mundo não é só violencia,

Apesar dela.

Você não é só do mundo,

Nem das multidões,

É meu, apesar da escritura passada em cartório.

Tua autenticação foi na cama.



Me Morte

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