domingo, 3 de junho de 2007

Hemorragia (foto de Carla Salgueiro)



Percebi que não sou nada,
Que meu mistério é bula
Para o remédio perfeito.
Sangue que coagula,
Sem sutura, sem dor.
Sepultura sem corpo,
Paraplégico de amor,
Conjecturas, opções...
Vadiagem e cachaça,
Insignificância dosada.
Uma virtual bobagem,
Um nada, um nada...
Cara de pau e coragem,
Artista e palhaça,
Sou nulo, ponto obscuro,
Desconjuro e carente de si.
Que toma cerveja
Em vez de soda,
Que goza e incomoda...
Sou a pretensão de uma foda que não foi,
Ou, na roda de amigos, a embriaguêz,
Ou a garrafa que quebrou...
E o que não sei,
Também o sou.



Me



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