sábado, 14 de outubro de 2006

Inconstância

Teu vulto a me espreitar
E eu sorrateira fingia acreditar
Que teu sono era profundo...
Beijava teus pés, como náufraga,
Subindo pelas paredes, pedaços,
Madeiras flutuantes que me levariam
A salvação, ao amor...
Não me furtaria de beijar teu sexo,
Mesmo sem jeito, desconexo,
Te daria o prazer que imaginei dar
E o prazer seria meu, quando gozasse,
Na minha pouca experiencia no ato,
Descobriria o gozo de fato,
Em tomar o seu, absorver...
Talvez seja imaginário
Mas mesmo assim, providencial,
Que de tanto desejo, torna-se real
E me completa absolutamente...
Não foi em vão, agradeço,
Pois foi do jeito que sonhei,
Do jeito que sei, mereço,
Por tantas vidas esperei...
Não esse amor bobo e iludido
Mas aquele amor que acontece num momento
E fica na lembrança maior do mundo
Uma adorável inconstância...
Mesmo que acabe em segundos...

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