sábado, 20 de outubro de 2007

Ora pois...pudores.

Brincar de sexo, sem nexo, sem rosto, pudores...Brincar de amores de página. Dizer besteira, bobeira, mais nada. Tudo brincadeira, uma aposta, muita bosta, e corações partidos.
Por que? Se brincar de sexo é devido, é natural.
Enquanto imagem da inconsciência, enquanto fantasia da mente que um dia só quis brincar.
Muitos vão calar pela pura alegria de brincar de sexo sem ao menos tentar.
Brincar de flores na imaginação. Poetizar amores, depravação, é ser feliz, mais nada e romper as madrugadas bancando aprendiz.
Fugir da hipocrisia da sala e do quarto, de uma relação de fato e de pura insatisfação.
E quando entro para amar na cama não brinco, pois ali eu amo e sinto, como quem se ganha o mundo que foi colorir. E depois, brincar de sexo se torna besteira, hipocrisia de quem fez e o arrependimento pela vez. Brincou de sexo sem rosto, pelo amargor de sua vida, que se fez um dia, querida e se perdeu na sombra de infelicidade contida.
Ora pois...Agora não venha me cobrar, pois não fui eu que quis, eu brinquei, você que foi feliz e arrependido, não me venha ficar chocado, pela tua vida não ser do lado de alguém que assim criança te fez.
Ora pois...Eu brinco e vejo nos rostos o amargor dos corpos, mal amados e solitários, coitados, que depois se chocam pela própria insensatez.
Não me cobre, se cobre, sinta vergonha de teus pudores e tua hipocrisia que te fez ser pedra um dia, um ser amargo, um ser calado, que não gozou nenhuma vez.
Posso ser louca, mas sigo no quarto quando quero, tenho ao meu lado o ser que quero, e ainda me dou ao luxo de brincar de sexo, pela milésima vez.


Me

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