sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Demônio




Demônio!
Maldito!
Achas que pode
Chegar assim de mansinho
Me cegando, possuindo
Devagarinho....
Mil dedos em mim,
Penetrando orifícios,
Resquícios de gozo.
Achas que podes
Atiçar meu fogo
E depois sair? Volta Xifrudo!
Maldito!
Toma tua cria,
Tua composição química,
Pois que sem ti pereço
Na podridão...
A calcinha umidecida,
Cheiro de sexo,
Odor de vida, o tom.
Me toque!Em ritual e mãos!
E na profundidade
De minha essência
Encontre a chave
Do acordo escriturado
Em sangue assinado,
Meu corpo em tuas mãos.
E nas encruzilhadas,
Calada, fui tua,
Quando pensavas
Ser somente um vento
De tua solidão.




Me

Um comentário:

Ruy disse...

Me, só você para escrever com tanta propriedade. Já havia comentado no BDE. Reitero aqui minha admiração pelo seu trabalho.